A popularização dos carros elétricos no Brasil trouxe avanços em sustentabilidade, mas também novos desafios de infraestrutura e segurança, o Conselho Nacional dos Comandantes-Gerais dos Corpos de Bombeiros Militares (LIGABOM) publicou uma diretriz que define parâmetros mínimos para instalação de carregadores em garagens, estacionamentos e áreas coletivas.
Ainda sem força de lei, a diretriz pode servir de base para normas estaduais e futuras regulamentações nacionais, trazendo mudanças para moradores, síndicos, construtoras e motoristas que já utilizam ou planejam utilizar veículos elétricos.
O que muda para donos de carros elétricos
A principal mudança é a proibição do uso de tomadas comuns para recarga. Os carregadores no modo 2, ligados em tomadas convencionais, deixam de ser permitidos. A partir da nova diretriz, apenas os modos 3 (wallbox) e modo 4 (rápidos DC) poderão ser instalados em garagens.
Além de que cada ponto de recarga deverá ter um disjuntor exclusivo, identificado e um botão de desligamento manual de energia a até cinco metros da vaga. As instalações devem seguir normas da ABNT e atender aos padrões internacionais de segurança.
Mudanças para condomínios e edifícios
Nos prédios novos, a regra será mais rígida. A garagem deverá contar com sprinklers, sistemas de detecção de incêndio, exaustão de fumaça e estruturas com resistência mínima de 120 minutos ao fogo.
Já os condomínios existentes terão prazos de adequação definidos por cada estado. Onde já houver sprinklers convencionais, eles poderão ser mantidos, mas será obrigatório implantar detecção de incêndio e um plano de gerenciamento de riscos.
Em garagens externas, as exigências serão mais brandas, priorizando proteção contra intempéries e avaliação técnica de riscos, sem obrigatoriedade de sprinklers.
Prazos para adaptação
A diretriz começará a valer 180 dias após a publicação. Após esse período, a parte elétrica, como: disjuntores exclusivos, carregadores homologados e botão de desligamento manual, já deverá estar em conformidade.
As adaptações estruturais, como sprinklers e sistemas de detecção de incêndio, seguirão cronogramas específicos que serão definidos por cada estado.
Segundo o LIGABOM, a padronização é essencial para reduzir riscos e prevenir incêndios, citando casos já registrados em estacionamentos ao redor do mundo. Por outro lado, entidades como a ABRAVEI argumentam que as exigências podem encarecer obras e atrasar projetos, além de não estarem totalmente alinhadas a práticas internacionais, que priorizam ventilação e segurança elétrica em vez de supressão automática de incêndio.
Conclusão
O aumento da frota de carros elétricos no Brasil exige que a infraestrutura acompanhe. A nova diretriz exigida pelos dos bombeiros busca padronizar os procedimentos e reduzir os riscos de incêndio.
Quem deseja instalar pontos de recarga em condomínios ou residências precisará se adaptar às novas exigências. Para moradores e síndicos, isso significa planejamento e investimento em infraestrutura.
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